Por CIRILO JUNIOR
A qualidade do álcool e do diesel vendido nos postos do País é a melhor já registrada desde que este levantamento passou a ser feito, em 2001. É o que indica o Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), relativo a maio.
A gasolina vem apresentando este ano índices semelhantes ao do ano passado, os melhores desde o início da pesquisa. Foram realizados exames em 6.689 amostras deste combustível, com 261 consideradas fora dos padrões (índice de não-conformidade), o equivalente a 3,9% do total analisado. O acumulado em 2006 é de 3,6% de amostras com índices de não-conformidade, mesmo nível apurado no ano passado. Desde o início dos testes, o índice recorde na média dos anos foi constatado em 2001, quando 9,2% das amostras testadas estavam for a dos padrões de conformidade da ANP.
No caso do álcool, foram analisadas 5.878 amostras, das quais 194 foram classificadas como fora do padrão, o que configura um índice de não-conformidade de 3,3%. Segundo a ANP, os índices internacionais de não-conformidade dos combustíveis situam-se entre 3% e 3,5%.
Os índices de não-conformidade do álcool vêm caindo ao longo dos anos, mas registraram acentuada queda este ano. Em 2002, chegou a 12,6%, caindo para 9,6% em 2003, 7,4% no ano seguinte, e fechando 2005 em 6,5%. No acumulado deste ano, a média é de 4,8%.
O fator determinante para essa queda foi a adoção do corante laranja no álcool anidro desde janeiro deste ano. A determinação da ANP visa a coibir a adulteração conhecida como álcool molhado, no qual se adiciona água ao álcool anidro para vendê-lo como se fosse hidratado. Além disso, a ANP vem ampliando o número de fiscalizações em postos, principalmente no interior de São Paulo, que apresenta maiores índices de fraude. O número de fiscalizações nesta região chegou a 1.367 entre janeiro e maio.
O diesel apresentou 107 amostras fora dos padrões de conformidade em 3.512 testes realizados, um índice de 3% verificado no mês passado. Em 2005, esse índice teve média de 3,4%, e o acumulado em 2006 indica 4,8%. O maior índice registrado até hoje foi verificado em 2002, quando chegou a 5,9%.
Fonte: JORNAL DO COMMERCIO
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